Mito desvendado: altas habilidades não é só Q.I.O que realmente conta?
- José Luis das Chagas

- 16 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Mas afinal, o que são altas habilidades?
A definição de altas habilidades ou super dotação varia de acordo com diferentes especialistas e organizações. Segundo a National Association for Gifted Children, indivíduos com altas habilidades demonstram desempenho superior ou maior competência em comparação com outros da mesma idade, experiência e ambiente, em um ou mais domínios.
Já o Ministério da educação o MEC, define que alunos com altas habilidades ou super dotação, demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas (isoladas ou combinadas): intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, também, apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas do seu interesse.
Aspectos importantes sobre altas habilidades
Mais do que apenas um desempenho acima da média, pessoas com altas habilidades apresentam capacidade de aprendizado rápido, criatividade, originalidade de pensamento e resolução eficaz de problemas. Elas não apenas possuem um conhecimento teórico, mas também tem a habilidade de integrar e aplicar esse conhecimento em situações do cotidiano de maneira intuitiva ou eficaz, ou seja, não é apenas sobre conseguir ou não fazer algo, mas sobre como fazer algo.
Renzulli e Reis (2014) consideram que a superdotação e o talento tem componentes tanto genéticos, quanto ambientais. Usando a expressão superdotado e talentoso para expressar essa dualidade de forma coerente com a sua postura teórica, em 2019 utiliza a expressão altas habilidades e superdotação com o mesmo sentido, ou seja, representando dois aspectos do mesmo fenômeno. Enquanto o termo superdotação faz referência aos aspectos inatos e genéticos da inteligência e da personalidade, o termo altas habilidades e enfatiza os aspectos que são moldados, modificados e enriquecidos pelo papel do ambiente, família, escola e cultura.
JOSEPH RENZULLI e a Teoria dos três anéis
Renzulli e Reis (2014) ampliaram seus estudos e compilaram os achados na conhecida e mais aceita atualmente, teoria dos três anéis. As altas habilidades se dariam pela confluência de três fatores graficamente representado por 3 anéis que se interceptam:
a) O anel da habilidade acima da média, que ressalta as habilidades que o indivíduo apresenta acima da média dos seus pares (não necessariamente muito acima da média) em qualquer área do conhecimento;
b) O anel do compromisso com a tarefa ressalta os fatores ligado à motivação intrínseca, persistência, conceituação e perseverança na área específica em que o indivíduo demonstra interesse;
c) O anel da criatividade que ressalta, por sua vez, o pensamento independente e original, o humor, a imaginação e as atitudes ligadas ao funcionamento divergente e não "conformista" do indivíduo.
Atualmente esta é a teria mais aceita pela comunidade cientifica e ela tem pautado as avaliações neuropsicológicas para diagnóstico de altas habilidades/superdotação. Ao longo dos anos, as altas habilidades foi cercada por mitos e crenças errôneas que geram estigma, supervalorização e desinformação. É importante desmistificar essas ideias e reconhecer que altas habilidades não define uma pessoa, mas sim representa um aspecto de seu funcionamento.
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Referências:
Renzulli, J. S. (2004). The nature and nurture of high abilities. Storrs, CT: The University of Connecticut, Storrs.
Rodrigues, R. S. (2021). A inclusão na Educação Infantil: Abordagem bibliográfica sobre altas habilidades/superdotação. Dissertação (Mestrado) – Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC, Curso de Pedagogia, Gama-DF





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