O peso de ter "tudo" e ainda assim não estar bem.
- José Luis das Chagas

- há 6 dias
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Você acorda e, antes mesmo do café, o cansaço já dominou o corpo. Não é um cansaço de uma noite mal dormida, mas um peso que vem de dentro. Junto com ele, chegam os pensamentos catastróficos, o medo do que vem amanhã, a sensação de que algo ruim vai acontecer ou, em momentos de maior dor, a ideia de que parar de existir seria o único descanso possível. Ao longo do dia, a motivação desaparece. Coisas que antes faziam sentido agora parecem chatas, sem cor. O mundo ao redor parece preenchido por pessoas centradas em si mesmas, e a conexão com a vida vai se perdendo.
"Mas eu não tenho motivos para estar assim..." Essa é a frase que eu mais ouço no consultório e, talvez, a que você mais repete para si mesmo. Você olha ao redor e vê uma família que te apoia, um parceiro ou parceira que te ama e quer o seu bem, uma carreira estabilizada e uma vida financeira em ordem.
E é aqui que a culpa aparece. Você se cobra por não estar feliz, já que "no papel", tudo parece certo. Mas a saúde mental não é uma conta matemática. O sofrimento psíquico não pede permissão para chegar, e ele não escolhe apenas quem tem problemas externos visíveis.
Você não precisa carregar isso sozinho (a)
Sentir que a vida perdeu a graça ou ser inundado por pensamentos intrusivos e ideações não é falta de gratidão ou fraqueza. São sinais claros de que o seu emocional chegou ao limite e precisa de um espaço de acolhimento e técnica para ser reorganizado. A felicidade não é um estado constante, mas o bem-estar é um direito seu. Se você se reconheceu em cada linha deste texto, saiba que existe um caminho para redescobrir o sentido das coisas e aliviar esse fardo.
Você se reconheceu?
Se essa descrição faz parte dos seus dias, eu posso te ajudar a entender esses processos e buscar estratégias para que a vida volte a ter cor.





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